Boa Vista - RR, Terça, 06 de Janeiro de 2009

Luciano Abreu

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Luciano Abreu » Jornalista formado em comunicação social - UFRR, repórter de telejornal e editor e cronista do Portal www.jota7.com - lucianoabreu@jota7.com

25/06/2008 - 21:33:52h

A justiça, o Arcanjo e a Inocência

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Luciano Abreu

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Foto: Tana Halú A justiça, o Arcanjo e a Inocência Ampliar foto Coletiva da Polícia Federal sobre a Operação Arcanjo Fechar [X]Foto: Tana Halú Coletiva da Polícia Federal sobre a Operação Arcanjo

O Procurador Geral do Estado preso, um Major da PM também. Empresários conhecidos encarcerados. Aliciadores (acusados) atrás das grades. E inúmeras suspeitas no ar, digo melhor, “suspeitos”. São vozes nas esquinas, nas repartições, o povo na rua comentando:

- Será que tem mais gente? (E você que lê esse texto agora, o que acha?)

Acrescente a citação por parte do Ministério Público de um possível envolvimento de um Deputado Federal na rede de pedofilia e a morte de um policial civil, preso acusado de coagir testemunhas - vale lembrar que ele morreu dentro de uma delegacia- num aparente suicídio, que ainda será ou não confirmado pela perícia, mas já desde o início não admitido pela família do morto. E não esqueçamos as ameaças veladas a um padre e a atitude corajosa das “Mães Contra a Pedofilia” que no exercício sagrado da cidadania gritaram “NÃO” pelos que conheciam e pelos anônimos.

Vivemos esse clima de “Arcanjo” com uma potencial espera de que algo a qualquer momento vai acontecer. É como se no íntimo soubéssemos que não acabou e que é preciso ir adiante, mais fundo.

Por falar em saber, ouvi repetidamente nos últimos dias a seguinte frase:

- Isso todo mundo sabia! Não é segredo nenhum!

Confesso, não sei o que é pior! Os segredos revelados de toda essa história grotesca de pedofilia, o conhecimento dissimulado de quem se omite diante do crime ou a estranha capacidade de alguns de considerar “normal” o que é reprovável, naquela que consideramos a sociedade familiar ideal.

Se era de conhecimento público determinados comportamentos obscuros, se até nos bares da esquina falava-se das “garotinhas”, por que demoramos a agir?

Será a certeza da impunidade? A redução dos nossos critérios sociais de convivência?

Será que habituamos a ver o mal e darmos as costas?

Seja como for, algo mudou o que antes era a ordem, digamos, “não-natural” das coisas.

A exposição de um assunto tão delicado, quanto à intimidade das nossas crianças, revelou que ninguém pode, deve ou aceitará que nossos filhos sejam tratados como objeto, mercadoria. Não há como pesar a perda da inocência diante da malícia.

Aos pais, a nós, o alerta! Observem os filhos, as mudanças de comportamento, as companhias, não se deixem iludir pelas aparências porque as desilusões são reais.

Aos culpados, a condenação! Aos inocentes, a justiça! E a justiça .... a essa só temos uma coisa a dizer:

- Cumpra-se!

Comentários

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  • 11/08/2008 - 23:02:38h por Arlene Batista

    Ótima colocação Luciano, Roraima clama por justiça, chega de impunidade,o que um dia estava em oculto hoje é revelado para todo olho ver que a Justiça pode até tardar mais jamais falhar. Parabéns!

  • 29/06/2008 - 09:58:43h por Alexandre

    Muito boa a crônica! Na verdade acho que a sociedade se acostumou a impunidade e optou pela acomodação. A Policia Federal está renovando esses sentimentos de justiça e indignação aos mal feitores desse lugar maravilhoso chamado Roraima. Parabéns Luciano

  • 29/06/2008 - 09:57:35h por Alexandre

    Muito boa a crônica! Na verdade acho que a sociedade se acostumou a impunidade e optou pela acomodação. A Policia Federal está renovando esses sentimentos de justiça e indignação aos mal feitores desse lugar maravilhoso chamado Roraima. Parabéns Luciano

  • 26/06/2008 - 09:56:13h por Greice dos Anjos

    Tenho que aplaudir de pé essa crônica! Parabéns, Luciano!

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