Boa Vista - RR, Domingo, 05 de Fevereiro de 2012
01/03/2010 - 09:43:02h - Fonte: G1
G1
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O Chile tentava nesta segunda-feira (1º) se levantar após o forte terremoto da madrugada de sábado e dos tsunamis que deixaram mais de 700 mortos, destruíram povoados inteiros e obrigaram o governo a colocar militares nas ruas para combater os saques.
A indústria de mineração, crucial para uma das economias mais sólidas da América Latina, voltou à operação nesta segunda-feira, primeiro dia útil depois da catástrofe. A previsão era de abertura normal dos mercados financeiros, 48 horas após o país ter sido fortemente atingido pelo tremor de magnitude 8,8.
Mas o caos ainda reinava na região central do Chile, onde dezenas de milhares de pessoas passaram a segunda noite na intempérie por temor de mais réplicas, depois do terremoto que destruiu casas, derrubou pontes e alterou suas vidas.
O número oficial de mortos pelo sismo subiu de 708 para 711, e cenas de destruição emergiam em cidades isoladas, encharcadas por ondas gigantes provocadas por um dos terremotos mais violentos em um século.
Há muitos desaparecidos, e algumas cidades permanecem isoladas. A presidente Michelle Bachelet disse que o número de mortes ainda deve crescer.
O maremoto causado pelo tremor destruiu casas e carros em aldeias de pescadores na longa costa chilena. Só na cidade de Constitución houve cerca de 350 mortos, disseram funcionários de emergência à TV local.
Um toque de recolher noturno entrou em vigor na região de Maule e na cidade de Concepción, onde centenas de saqueadores atacaram lojas em busca de comida e outros produtos. Saques foram registrados também em partes de Santiago.
"Não temos água nem nada. Ninguém apareceu com ajuda, e precisamos de mais polícia para manter a ordem. Tem muita gente roubando", disse uma mulher que se identificou como Ana, de 78 anos, em Talca, 250 quilômetros ao sul de Santiago.
Em Concepción, sobreviventes acampados nas calçadas descontaram sua frustração em bombeiros que distribuíam água potável em garrafas térmicas e chaleiras, danificando seus veículos. A polícia prendeu várias pessoas por realizarem saques e violarem o toque de recolher.
Na região de Bio-Bio, pelo menos 1.300 militares estão nas ruas para garantir a segurança da população.
Mercados
Devido a preocupações com o abastecimento de cobre, do qual o Chile é o maior exportador mundial, a cotação do produto atingiu seu maior valor em cinco semanas na London Metal Exchange. O metal chegou a ser cotado a 7.600 dólares por tonelada, alta de 5,6%, antes de cair para 7.428.
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