Boa Vista - RR, Terça, 06 de Janeiro de 2009
11/11/2008 - 08:48:31h - Fonte: portalamazonia
Equipe Jota7
Manaus - A Polícia Federal do Amazonas notificou, ontem (10), seis shoppings e duas universidades de Manaus por irregularidades no setor de segurança, durante a realização da operação "Varredura". A operação está sendo realizada na cidade até o dia 15 de novembro, o objetivo é vistoriar estabelecimentos que trabalham com segurança privada.
Duas pessoas foram presas por posse ilegal de armas e três pistolas foram apreendidas durante a operação, segundo informações do titular da Delegacia de Controle de Segurança Privada (Delesp) da PF, Marcelo Dias, que coordena a operação no Estado.
Shoppings
De acordo com o delegado, vários estabelecimentos que trabalham com segurança privada passarão por vistorias. Essas empresas devem obter autorização na PF para atuar. Foram fiscalizados ontem os shoppings Amazonas, Tvlândia Mall, Grande Circular, São José, Cecomiz e Studio 5, além das universidades Uniniltonlins, Universidade Paulista (Unip) e cinco postos da empresa de segurança Cobras, que teve a autorização cancelada pela PF.
De acordo com Marcelo Dias, as principais irregularidades encontradas no Amazonas são empresas de segurança que se utilizam do artifício de estarem atuando com fiscalização e não vigilância, atividade que deve ser autorizada pela PF. "As empresas utilizam esse artifício para desviar de uma série de exigências que são feitas para a contratação de profissionais de segurança", afirmou.
Notificações
Durante a operação, ontem, o motorista da Uniniltonlins, Edivam Pereira Alves, 42, foi preso, por posse ilegal de duas armas que foram encontradas na universidade, uma calibre 38 no cofre da sala de segurança e outra, calibre 12, no fundo de um sofá. Um vigilante da empresa Cobras, que trabalhava no supermercado Fugi, José Luiz OliveiraMota,42, também foi preso por posse ilegal de armas. A arma encontrada com o vigilante estava com o número de série raspado.
Na universidade, a PF constatou irregularidades na contratação de, pelo menos, dez seguranças não qualificados como apoio à empresa que já trabalha com a segurança da instituição, a Visan. Segundo o delegado, os funcionários trabalham como "porteiros", mas prestam serviços de segurança nas dependências da instituição em motocicletas.
O advogado da instituição Antônio Ferreira Neto informou que a universidade irá contribuir com o trabalho da polícia e já havia enviado um oficio ao órgão informando que estava entrando em processo de legalização dos serviços de segurança da instituição.
A PF também notificou o Amazonas Shopping e a empresa contratada para os serviços de segurança do local, a Depa. O delegado informou que o shopping já havia sido notificado anteriomente sobre as irregularidades na contratação de empresas de segurança.
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